domingo, 15 de novembro de 2009

Outro poema!!!


AS LUZES


Descolorindo a tarde

Abrindo as portas da noite

E liberando as estrelas em rebanhos líquidos

De luzes.


Não posso olhar sem impregnar

As lembranças de fotografias e imagens

Retorcidas, no aço das lâmpadas

Nas ácidas incursões da estante

De livros quando a lâmpada se ascende

Ascende-se um fio de sonhos e uma coberta de imaginações



As páginas dão conta dos fatos que em vão vivemos, que deveríamos ter posto a prova.

As palavras não ditas inclinam aos olhos cansados, uma multidão de imagens baças em

prontidão com os elementos invisíveis que infestam as nossas cansadas pálpebras...



A pequena estrela

É a porta e a chave

Para as pequenas

E infinitas coisas

Que juntamos

Que perdemos

Ao nos olhar

sem pressa, para a vasta planície deserta do espelho.



Não há uma formula para o desconhecido

O secreto que há em cada palavra

Ativa o homem que se esconde a cada página virada.





IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/tizianotaddei/3383716520/


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

NA SEMANA...



PREPARAÇÃO PARA O CLICK


Tantas são as ânsias

E os mantras destes

traços.


Abraços,

laços rotos,

querendo beber à tarde.


Buscando o profundo abraço

os baços óculos,

os poucos ósculos

diante das ondas dos barcos.


Tudo é vermelho na roda do céu

Tudo está impregnado de certa luz...


Cai a tarde, o flash encerra a foto.



sábado, 7 de novembro de 2009

Para a amiga que gosta dos pássaros.



O RETRATO DOS PÁSSAROS NA TARDE


Para Martha Galrão


Os pássaros,

estes eram os rasgos que

enchiam a paisagem, na folha deserta

da foto da tarde.



(Pássaros migrando na nítida imagem da tarde)



Sobre a movimentação das sombras

sob as penas, o balé, imóvel da imagem

dos pássaros, lanças e pinças colorindo

a janela.



(Pássaros migrando na imagem da tarde)



Sobre os quintais,

as folhas desenhando o mar verde das plantas

sobre as risadas forçadas para os flashs das fotos

a marca oculta dos olhos

sem brilho na foto



(Pássaros migrando na tarde)



Pássaros voando,

na prisão oculta da moldura

filagramas de história de depois da cena.



(Pássaros migrando...)



Minha árvore em foto que fiz ontém. Ela está a espera de pássaros!!!


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um lançamento indispensável.

Olhem, não deixem de ir. A Kátia é escritora de mão cheia. Altamente recomendado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Neste dia, mais um poema!



ELUCUBRAÇÃO


Enquanto posso penso,

Como um rio de largos

Passos.


Como a evolução

Vulcânica dos pássaros,

No alumínio das estrelas.


Terço o plástico brilho das flores

o púrpura, das portas abertas.


A insignificante luz do fim do túnel

a vela e o lume

a pequena fenda, ensaios repletos

na ânsia da tarde que precipita a evolução

do escuro.




IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/mirobatista/3094581824/




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Poemas meus no blog do Mirdad.


Caros amigos, o amigo Mirdad, do blog El Mirdad. Postou Pilulas poéticas com poemas meus. Ficou bem selecionado. Para dar uma conferida clique
aqui


Ou cole o link no seu navegador.

http://elmirdad.blogspot.com/2009/10/pilulas-georgio-rios.html


domingo, 25 de outubro de 2009

Para encher o domingo de luzes




A CRIAÇÃO DAS JANELAS


Na impresição das janelas

A forma das flores

tão finas


Siluetas


Esboçando,

escrevendo o espaço líquido,

a lâmina transparente do vidro,

a ocular forma que compõe as

Janelas


Hopper,


Um destes fabricadores

de sol

transformador

de luzes em espaços

míticos,

estas brechas solares que

comumente

denomina-se:

Janela


Não importa quais as luzes que saem

das pequenas cavernas escavadas nas paredes da casa.


Oscilação e luz

emanações

e contentamentos

da exposição da moldura

da pretensa foto


das corriqueiras tardes


Uma tarde é uma fenda na trajetória do dia.

Uma tarde, como trajetória, escapa aos olhos

Entra na carne da tarde, nas tábuas da moldura

Da janela


Toda foto é uma janela

Uma dimensão de sombras e luzes


Em composição da cena.


Criar uma janela é fazer nascer à porta de mais uma tarde.

Parir à tarde na forma exata. Moldura exata. Produzindo a tarde,

onde voam pássaros gastos, na iluminação da cena da nascida janela...



IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/23026847@N04/3359566890/